Cirurgia de catarata em pacientes diabéticos: o que você precisa saber antes de decidir

Receber o diagnóstico de catarata já gera dúvidas e insegurança. Para quem tem diabetes, essas preocupações costumam ser ainda maiores, e são totalmente compreensíveis. Antes de decidir pela cirurgia, é fundamental compreender melhor a condição e suas particularidades. O que é catarata e como ela afeta a visão? Entender o diagnóstico e a importância de uma avaliação adequada faz parte de uma decisão mais segura.

Uma das perguntas mais frequentes nos consultórios de oftalmologia é:
“Quem tem diabetes pode operar catarata com segurança?”

A resposta é sim, desde que a cirurgia seja bem indicada, cuidadosamente planejada e conduzida por um especialista experiente, especialmente com conhecimento aprofundado em retina. 

Ao longo deste artigo, você vai entender por que a cirurgia de catarata em pacientes diabéticos exige atenção redobrada, quais são os riscos envolvidos, os diferenciais de um acompanhamento especializado e como tomar uma decisão segura para preservar a sua visão.

Diabetes e catarata: qual é a relação?

O diabetes é uma condição sistêmica que pode afetar diferentes estruturas do olho, principalmente a retina. Além disso, pessoas diabéticas têm maior predisposição ao desenvolvimento precoce da catarata.

Embora o diabetes não impeça a realização da cirurgia de catarata, ele torna o caso mais complexo, exigindo uma avaliação oftalmológica mais detalhada e um acompanhamento rigoroso antes e depois do procedimento.

Por que a cirurgia de catarata no paciente diabético é mais delicada?

Em pacientes diabéticos, a cirurgia de catarata não envolve apenas a troca do cristalino. Ela exige uma análise cuidadosa de todo o fundo do olho, especialmente da retina e da mácula.

Entre os principais fatores de atenção estão:

  • Retinopatia diabética, que pode existir mesmo sem sintomas visuais
  • Maior risco de inflamação no pós-operatório
  • Edema macular, que é o inchaço da região central da retina
  • Necessidade de acompanhamento mais frequente após a cirurgia

Por isso, cada detalhe importa. Não se trata apenas de “operar a catarata”, mas de preservar a saúde ocular como um todo e garantir um bom resultado visual a médio e longo prazo.

A importância de um especialista em retina na cirurgia de catarata

Um dos grandes diferenciais no tratamento do paciente diabético é contar com um especialista em retina que também realiza cirurgia de catarata.

Essa abordagem integrada permite:

  • Avaliação completa da retina antes da cirurgia
  • Identificação de alterações que não aparecem em exames simples
  • Planejamento cirúrgico individualizado e mais seguro
  • Redução do risco de complicações visuais
  • Acompanhamento pós-operatório mais próximo e eficaz

Quando a cirurgia é conduzida por um profissional com experiência em retina, as decisões são mais técnicas, criteriosas e focadas na segurança visual do paciente.

Lentes intraoculares em pacientes diabéticos: a escolha precisa ser personalizada

A escolha da lente intraocular é uma etapa fundamental da cirurgia de catarata e, no caso de pacientes diabéticos, ela não pode ser padronizada.

Essa decisão depende de fatores como:

  • Condição atual da retina
  • Presença ou ausência de retinopatia diabética
  • Histórico da doença
  • Expectativas visuais do paciente

Em alguns casos, lentes personalizadas podem ser indicadas. Em outros, a prioridade deve ser sempre a segurança visual e a estabilidade dos resultados. O mais importante é que essa escolha seja feita de forma técnica, transparente e bem explicada.

Quando é o melhor momento para operar a catarata no diabético?

A cirurgia de catarata em pacientes diabéticos não deve ser realizada com pressa nem baseada apenas no grau de opacificação do cristalino. O momento ideal para a cirurgia precisa considerar uma avaliação criteriosa da retina, a aplicação da técnica mais adequada para cada caso e um acompanhamento especializado tanto no pré quanto no pós-operatório. 

Quando há informação clara, o medo é reduzido; com planejamento, os riscos diminuem; e a experiência do profissional faz toda a diferença nos resultados visuais e na segurança do paciente.

Avaliação especializada faz diferença nos resultados

Cada paciente é único. Por isso, a decisão de operar a catarata deve ser individualizada, especialmente em quem convive com o diabetes.

Uma avaliação detalhada permite entender o real estado da saúde ocular, alinhar expectativas e definir a melhor estratégia para preservar e melhorar a visão com segurança.

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Sua visão merece cuidado especializado.
Decisões bem orientadas fazem toda a diferença.

Dr. Marcelo Hosoume
Diretor Médico – SP | Especialista em Retina, Cirurgião de Catarata e Glaucoma, com foco em casos de alta complexidade.
CRM/SP: 124.763 | RQE: 41.845
CRM/MS: 9.944 | RQE: 5.649

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