Descolamento de Retina: Sintomas Que Você Não Pode Ignorar
28 | 08 | 2026
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Na oftalmologia, poucas situações são urgências verdadeiras. O descolamento de retina é uma delas.
Diferente da catarata ou do glaucoma, que evoluem ao longo de meses ou anos, o descolamento de retina pode comprometer a visão em questão de dias. E a boa notícia é justamente essa: quando identificado e tratado a tempo, as chances de preservar a visão são significativamente maiores.
Por isso escrevi este artigo. Quero que você, ou alguém da sua família, saiba reconhecer os sinais de alerta e entenda por que, nesse caso, esperar para ver se melhora é a pior decisão possível.
O Que É o Descolamento de Retina?
A retina é uma película fina de tecido nervoso que reveste o fundo do olho. É ela que capta a luz e transforma as imagens em sinais elétricos enviados ao cérebro. Sem retina funcionando, não há visão.
Para funcionar, a retina precisa estar aderida à parede do olho, de onde recebe oxigênio e nutrientes. No descolamento, ela se separa dessa parede, como um papel de parede que começa a soltar. A área descolada para de funcionar e, se nada for feito, o descolamento tende a progredir.
Quanto mais tempo a retina permanece descolada, maior o sofrimento das células visuais. É por isso que o fator tempo é tão decisivo no resultado do tratamento.
O que causa o descolamento?
Na maioria dos casos, tudo começa com uma rotura, um pequeno rasgo na retina. O vítreo, gel que preenche o olho, se liquefaz naturalmente com a idade e pode tracionar a retina ao se desprender, criando essa rotura. Pela abertura, o líquido entra e descola a retina progressivamente.
Quem tem mais risco?
- Pessoas com miopia moderada ou alta
- Quem já teve descolamento no outro olho
- Histórico familiar de descolamento de retina
- Trauma ocular, como pancadas, acidentes e esportes de contato
- Cirurgia ocular prévia, como a de catarata
- Degenerações periféricas da retina, como a degeneração lattice
- Idade acima de 50 anos, pela liquefação natural do vítreo
Sintomas: Os 3 Sinais de Alerta
O descolamento de retina não dói. Esse é um dos seus maiores perigos: sem dor, muita gente adia a consulta. Fique atento a estes três sinais:
1. Flashes de luz (fotopsias)
Clarões ou relâmpagos rápidos, geralmente na visão periférica, que aparecem mesmo com os olhos fechados ou em ambientes escuros. Indicam que o vítreo está tracionando a retina.
2. Moscas volantes súbitas
Pontos, fios ou teias escuras que flutuam na visão. Moscas volantes antigas e estáveis costumam ser benignas. O alerta é o surgimento súbito de muitas moscas novas, às vezes descrito como um chuvisco ou fuligem, que pode indicar rotura de retina ou hemorragia.
3. Sombra ou cortina na visão
Uma mancha escura fixa que cobre parte do campo visual e pode avançar como uma cortina se fechando. Este é o sinal mais grave: indica que o descolamento já está em curso.
Se você notar qualquer um desses sintomas, especialmente a sombra ou cortina, procure um oftalmologista no mesmo dia. Não espere passar. Em descolamento de retina, cada dia conta.
Por Que a Pressa Faz Diferença?
A região central da retina se chama mácula. É ela a responsável pela visão de detalhes: ler, reconhecer rostos, enxergar com nitidez.
Enquanto o descolamento ainda não atingiu a mácula, o tratamento tem melhores chances de preservar a visão central. Quando a mácula descola, a recuperação visual tende a ser mais limitada, mesmo com cirurgia bem-sucedida.
Em outras palavras: o mesmo problema, tratado alguns dias antes ou depois, pode ter resultados muito diferentes. É por isso que, na Oftalmolaser, casos suspeitos de descolamento têm prioridade de avaliação.
Como É Feito o Diagnóstico?
O diagnóstico é feito pelo exame de mapeamento de retina (fundoscopia com pupila dilatada), que permite examinar toda a extensão da retina, incluindo a periferia, onde a maioria das roturas acontece.
Em alguns casos, exames complementares ajudam no planejamento do tratamento, como a ultrassonografia ocular, quando há opacidade que impede a visualização direta, e a tomografia de coerência óptica (OCT), que avalia com precisão o envolvimento da mácula.
Na Oftalmolaser, dispomos de toda essa estrutura diagnóstica em Presidente Prudente, o que permite confirmar o quadro e planejar o tratamento sem atrasos.
Tratamento: Da Rotura ao Descolamento
O tratamento depende do estágio em que o problema é identificado. E aqui está mais um motivo para procurar atendimento cedo: quanto mais precoce o diagnóstico, mais simples tende a ser o tratamento.
Rotura sem descolamento: fotocoagulação a laser
Quando identificamos apenas a rotura, antes de a retina descolar, é possível selá-la com laser, em procedimento ambulatorial, sem cortes e sem internação. O laser cria uma cicatriz ao redor do rasgo, impedindo a entrada de líquido. É rápido, seguro e evita a cirurgia.
Descolamento instalado: cirurgia
Quando a retina já descolou, o tratamento é cirúrgico. As principais técnicas são:
Vitrectomia posterior: é a técnica mais utilizada atualmente. Por microincisões menores que 1 mm, o cirurgião remove o vítreo que traciona a retina, drena o líquido sob ela, trata as roturas com laser e preenche o olho com gás ou óleo de silicone para manter a retina no lugar durante a cicatrização.
Retinopexia pneumática: em casos selecionados, uma bolha de gás é injetada no olho para empurrar a retina de volta à posição, combinada com laser ou crioterapia para selar a rotura.
Introflexão escleral: uma faixa de silicone é posicionada ao redor do olho, por fora, aliviando a tração sobre a retina. Pode ser indicada isoladamente ou em combinação com a vitrectomia, dependendo do caso.
A escolha da técnica, ou da combinação delas, depende da localização e extensão do descolamento, do número de roturas, do tempo de evolução e das condições do olho. Essa é uma decisão individualizada, tomada após o exame completo.
Como é a recuperação?
Após a cirurgia, é comum a necessidade de manter uma posição específica da cabeça por alguns dias, especialmente quando usamos gás, para que a bolha pressione a área tratada. Parece um detalhe, mas essa disciplina do paciente é parte importante do sucesso do tratamento.
A visão melhora de forma gradual, ao longo de semanas a meses. Quem recebeu gás não pode viajar de avião até a absorção completa da bolha, e o óleo de silicone, quando utilizado, é removido em um segundo procedimento.
Cirurgia de Retina em Presidente Prudente e Região
O tratamento do descolamento de retina exige três coisas: diagnóstico rápido, estrutura cirúrgica adequada e experiência do cirurgião em retina.
A Oftalmolaser é referência em retina e vítreo em Presidente Prudente e no Oeste Paulista, com estrutura completa para diagnóstico, fotocoagulação a laser e cirurgia vitreorretiniana. Nosso compromisso é dar prioridade real aos casos urgentes: quando há suspeita de descolamento, a avaliação não espera.
Atendemos pacientes de Presidente Prudente, Três Lagoas, Bataguassu, Santo Anastácio, Teodoro Sampaio, Bastos e Presidente Venceslau.
FAQ: Perguntas Frequentes Sobre Descolamento de Retina
Descolamento de retina dói?
Não. O descolamento não causa dor, vermelhidão ou secreção. Os sinais são exclusivamente visuais: flashes, moscas volantes súbitas e sombra no campo de visão. Por isso é tão importante não ignorar esses sintomas.
Moscas volantes sempre indicam descolamento?
Não. Moscas volantes antigas e estáveis são, na maioria das vezes, benignas. O sinal de alerta é o surgimento súbito de muitas moscas novas, principalmente se acompanhadas de flashes de luz ou sombra na visão. Nesse caso, o mapeamento de retina deve ser feito o quanto antes.
O descolamento de retina tem cura?
O descolamento é tratável, e na maioria dos casos a retina é recolocada com sucesso. O resultado visual, porém, depende principalmente do tempo entre o início do descolamento e o tratamento, e de a mácula ter sido ou não atingida. Por isso a rapidez no diagnóstico é tão importante.
Quanto tempo posso esperar para procurar o médico?
O ideal é ser avaliado no mesmo dia ou no dia seguinte ao início dos sintomas. Se há sombra ou cortina avançando na visão, trate como emergência. Enquanto a mácula está preservada, as chances de manter a visão central são muito melhores.
A cirurgia de descolamento é arriscada?
Como toda cirurgia, há riscos, mas as técnicas atuais, especialmente a vitrectomia por microincisão, são seguras e bem estabelecidas. O maior risco, na prática, não é a cirurgia: é adiar o tratamento.
Posso ter descolamento no outro olho também?
Quem já teve descolamento em um olho tem risco aumentado no outro. Por isso, o acompanhamento periódico com mapeamento de retina do olho contralateral faz parte do cuidado após o tratamento.
Miopia alta aumenta o risco?
Sim. Olhos míopes são mais alongados, o que deixa a retina mais fina e sujeita a roturas. Pessoas com miopia moderada ou alta devem fazer mapeamento de retina periódico, mesmo sem sintomas.
Conclusão
O descolamento de retina é uma corrida contra o tempo, mas uma corrida que pode ser vencida. Os sinais existem, são reconhecíveis, e o tratamento é eficaz quando realizado a tempo.
Se você leu este artigo por estar com algum desses sintomas, não adie: agende a avaliação hoje. Se leu por prevenção, guarde os três sinais de alerta (flashes, moscas volantes súbitas e sombra na visão) e compartilhe com quem você ama. Essa informação pode salvar a visão de alguém.
Está com flashes de luz, moscas volantes súbitas ou sombra na visão?
Não espere. Entre em contato agora com a Oftalmolaser e informe seus sintomas: casos com suspeita de descolamento de retina têm prioridade de avaliação.
WhatsApp: (18) 99790-4541 │ oftalmolaser.med.br