O que você precisa saber sobre o glaucoma

O glaucoma é uma doença ocular crônica que causa lesões no nervo óptico afetando o campo visual. Normalmente, é provocado pelo aumento da pressão intraocular e, se não tratado, pode levar a perda da visão.

No Brasil, aproximadamente um milhão de pessoas possuem glaucoma. Por ser silencioso e apresentar sintomas apenas em seu estágio mais crítico, há muitos casos em que ele é descoberto tardiamente, quando já existe o risco de cegueira.

A doença é a segunda maior causa de cegueira e a principal responsável pela cegueira irreversível no mundo.

Sintomas

Entre os sintomas de glaucoma, estão dores nos olhos, dor de cabeça, perda progressiva da visão, contorno brilhante em objetos e sensibilidade à luz. É necessário se atentar aos sintomas, mas lembre-se de que os sintomas surgem no estágio mais grave da doença e que a prevenção é o melhor tratamento.

Causas e fatores de risco

Os olhos possuem um fluido ocular chamado humor aquoso, que é responsável por controlar a pressão interna e nutrir a córnea e o cristalino. Após circular no interior dos olhos cumprindo sua função, esse líquido é drenado para fora do órgão pelo canal de Schlemm e pelo trabeculado.

O escoamento deve ser feito na mesma proporção da produção do humor aquoso. Caso a produção seja maior do que a capacidade de liberação, ocorre o acúmulo do líquido no interior dos olhos, aumentando a pressão ocular e, consequentemente, comprometendo o nervo óptico.

Há casos em que o nervo óptico é afetado mesmo em condições de pressão com medidas entre 10 e 21 mmHg, valor considerado normal. O glaucoma de pressão normal ainda não é totalmente compreendido pela medicina, mas assim como o glaucoma hipertensivo, pode ser tratado com colírios para controlar a pressão e evitar o agravamento.

Fatores de risco

Existem alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento do glaucoma, e pessoas que se encaixam em qualquer uma dessas condições precisam redobrar os cuidados com a visão.

Os fatores de risco são:

● Pressão intraocular elevada;
● Idade acima de 40 anos;
● Pessoas negras;
● Casos de glaucoma na família;
● Traumas ou cirurgias oculares;
● Alto grau de miopia e hipermetropia.

A – Nervo óptico sem glaucoma / B -Nervo óptico com glaucoma

Consigo prevenir o glaucoma?

Não há cura para o glaucoma, e, por se tratar de uma doença que se inicia silenciosamente apresentando sintomas apenas em seu estágio mais grave, a principal ação é a prevenção, consultando seu oftalmologista periodicamente.

Mantendo um acompanhamento médico correto, os problemas e as doenças oculares podem ser identificadas precocemente, aumentando as chances para evitar seu agravamento. Assim que a doença for diagnosticada pelo oftalmologista, o tratamento deve ser seguido corretamente para que a doença não avance.

Importância da visita regular ao oftalmologista

Muitos ainda acreditam que devem consultar o oftalmologista apenas quando sentem algum incômodo ou notam algo fora do normal na visão, o que faz com que muitas doenças sejam diagnosticadas em seu estágio mais severo.

Imagine que o aumento da pressão intraocular seja identificado em uma consulta de rotina e o tratamento iniciado imediatamente. Desta forma, o tratamento vai permitir que o nervo óptico seja preservado, evitando quadros graves, como a cegueira.

Por isso, manter um acompanhamento médico é extremamente importante para obter sucesso no tratamento do glaucoma e de outras doenças. O tempo entre as visitas ao oftalmologista varia de acordo com o quadro de cada paciente.

Crianças

Durante a gestação, é possível identificar doenças na mãe e más-formações que podem afetar a visão da criança. É recomendado que o pediatra faça o teste do olhinho logo após o nascimento e nas consultas seguintes para identificar o glaucoma congênito e qualquer outra patologia. O bebê já pode ser levado ao oftalmologista no seu primeiro ano de vida, e os próximos retornos vão ser definidos pelo especialista.

Adolescentes e adultos

Jovens e adultos com visão saudável podem manter a frequência anual, mas é importante antecipar a consulta caso surjam sintomas, para diagnosticar ou afastar suspeitas de qualquer doença.

Após os 40 anos de idade, é necessário redobrar os cuidados, porque nessa fase comumente o glaucoma pode começar a se desenvolver.

Quando o paciente já possui alguma patologia, é possível que o tempo entre as consultas seja reduzido para que o profissional acompanhe e controle efetivamente a possibilidade de um agravamento. Esse tempo será definido pelo oftalmologista.

Tratamentos

O glaucoma não pode ser curado, mas possui tratamentos que devem ser adotados para controlar a doença. Atualmente, existem quatro tipos de tratamento: medicamentos, laser, MIGS (cirurgias minimamente invasiva para glaucoma) e cirurgias.

Medicamentos

Os medicamentos mais utilizados são os colírios para o glaucoma, que têm a função de reduzir e controlar a pressão intraocular, evitando que ela continue danificando o nervo óptico. Existem diferentes tipos de colírios que podem ser receitados de acordo com o tipo de glaucoma e condição de saúde do paciente.

● Análogos de prostaglandinas – aumentam a drenagem do humor aquoso.
Exemplos de medicamentos: latanoprosta, bimatoprosta e travoprosta.

● Alfa adrenérgico – aumentam a drenagem do humor aquoso.
Exemplos de medicamentos: brimonidina.

● Betabloqueadores – diminuem a produção do humor aquoso.
Exemplos de medicamentos: maleato de timolol.

● Inibidores da anidrase carbônica – diminuem a produção do humor aquoso.
Exemplos de medicamentos: brinzolamida e dorzolamida.

● Associações entre as anteriores – utilizam mais de um princípio ativo.
Exemplos de medicamentos: Combigan®, Drusolol®, Duo Travatan®, Simbrinza®, Cosopt®, Ganfort®, Triplenex®, Britens®, entre outros.

Lembrando que a maioria das medicações possuem efeitos colaterais. Durante o tratamento, o paciente poderá perceber alguns desses sintomas: vermelhidão, ardor, visão borrada, coceira, queimação, dores de cabeça, sensibilidade à iluminação, boca seca, cansaço, entre outros.

Laser

Existem alguns tipos de procedimentos a laser para tratar a doença. A indicação para cada situação vai depender do tipo de glaucoma e o estágio em que ele se encontra.

● SLT (Trabeculoplastia Seletiva a Laser) – o laser SLT atua nas células pigmentadas da malha trabecular do olho. Ele aumenta a drenagem do humor aquoso, reduzindo a pressão intraocular. Os pulsos do laser permitem tratamento direcionado, sem qualquer dano aos demais tecidos. É rápido e indolor.

Após o procedimento, há casos em que o uso de colírios pode ser descontinuado ou reduzido.

● Iridotomia a laser – neste procedimento, o laser realiza um pequeno furo na periferia da íris para que o humor aquoso possa circular melhor entre a câmara anterior e posterior. É utilizado colírio anestésico e oferece pouco desconforto.

O maior do benefício é a possibilidade de suspender ou reduzir a quantidade de medicamentos utilizados para controle do glaucoma.

MIGS

As MIGS (Cirurgia Minimamente Invasivas para Glaucoma) são técnicas para tratamento de glaucoma, que estimulam as vias de escoamento do humor aquoso. Dentro das MIGS estão o uso de procedimentos com mini-incisões, como o Trabectome e o Kahook, e de uso de mini-implantes, como iStent, e Xen.

Os procedimentos oferecem bons resultados, possibilitando a redução do uso de medicamentos.

Cirurgias – Trabeculectomia (TREC)
A Trabeculectomia é a cirurgia mais comum no tratamento de glaucoma e também tem a função de baixar a pressão intraocular para impedir a progressão da doença. O procedimento consiste na criação de um canal para liberação do humor aquoso, causando a redução da pressão intraocular.

Oftalmolaser

Na consulta oftalmológica, o oftalmologista vai realizar a Tonometria, que é um exame rápido para medir a pressão intraocular. Para confirmação do diagnóstico de glaucoma, outros exames podem ser solicitados.

Gonioscopia – o exame avalia as estruturas que estão no seio camerular. Ajuda a diferenciar o diagnóstico de glaucoma de ângulo aberto e fechado.

Retinografia – é uma foto colorida do fundo do olho do paciente, que documenta o nervo óptico e a retina, permitindo identificar alterações.

Tomografia de coerência óptica (OCT) – por meio de um feixe de luz, é possível analisar nervo óptico e retina, possibilitando examinar e obter a espessura de suas camadas.

Campimetria Visual Computadorizada – o exame avalia o campo de visão do paciente, ajudando no diagnóstico e acompanhamento do glaucoma.

Paquimetria – avalia a espessura da córnea, que pode ter influência no resultado da Tonometria.

Além desses, outros exames podem ser recomendados pelo profissional que acompanha o seu caso.

Aqui, na Oftalmolaser, você tem a comodidade de poder passar por todos eles no mesmo local, contando com profissionais preparados para oferecer a melhor experiência de atendimento e cuidado com a sua saúde.

Esteja sempre em dia com seus exames oftalmológicos. Entre em contato e marque sua consulta pelo nosso site www.oftalmolaser.med.br.

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